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VMB 2009

Outubro 1, 2009

Tímpanos confere o ensaio geral do VMB 2009

(postado por Dr. Zappia)

vmbQuarta, dia 30 de outubro, aconteceu o ensaio geral do VMB e o Tímpanos mandou seu digníssimo representante para o longínquo Credicard Hall em São Paulo para poder antecipar aos nossos caros leitores algumas surpresas da premiação.

O programa começa com Marcelo Adnet, cantando e dançando no palco, com muito humor, fazendo referência ao morto do ano (Michael Jackson) e à lei antifumo do Estado de São Paulo.  Adnet será o host do VMB, fazendo as intervenções no seu estilo escrachado, imitações de famosos (como Faustão) e suas paródias, a exemplo do que o apresentador faz em seu programa na MTV, o 15 minutos.

Adnet chamará ao púlpito – no velho formato “oscar goes to” – para o anúncio dos vencedores e entrega dos prêmios: Eliana e João Gordo (que serão obrigados a interpretar um texto horrível sobre o “dedinho favorito da Eliana”) entregam o prêmio de melhor show de 2009.

Mallu Magalhães entregará o prêmio de revelação do ano. Fernanda Takai subirá ao palco para chamar a apresentação de Erasmo Carlos, cantando É Proibido Fumar. Samuel Rosa (Skank), Marco Túlio (Jota Quest), Carol Ribeiro (MTV), Laura Neiva (atriz de À Deriva), entre outros também farão pequenas intromissões.

A festa de premiação ainda trará os shows de: Franz Ferdinand, Wanessa Camargo, Móveis Coloniais de Acajú, Erasmo Carlos e Massacration (banda formada pelos inegrantes do programa Hermes e Renato da MTV). O Massacration cantará junto com Falcão no palco do VMB.

Sobre os vencedores, nenhuma pista ainda, afinal, a votação ainda não terminou. Sinceramente, é o que menos importa.

Kee-a: Sinceramente, é o que menos importa [2].

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Legião Urbana sobe mais uma vez ao palco

Setembro 21, 2009

Dado e Marcelo voltam a tocar usando o nome Legião Urbana

(postado por Dr. Zappia)

legiao-urbana.jpg222Foi no dia 20 de setembro de 2009, ontem, domingo. A Legião Urbana, com Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e vocalistas convidados, emocionaram o público de Brasília-DF no festival Porão do Rock. Logo após o show dos Paralamas do Sucesso, a Legião subiu ao palco para uma apresentação “surpresa” (já corriam pela internet os boatos sobre o show secreto).

Foram 8 músicas, acompanhadas verso a verso pelos fãs. A banda tocou com um revezamento nos vocais. Cantaram: André Gonzáles, Sebastian Teysera, Toni Platão, Herbert Viana, Juan Casanova, Loro Jones e Philippe Seabra.

Dado e Marcelo ainda deixaram em aberto a possibilidade de fazer mais shows com o mesmo formato (com convidados especiais nos vocais), sem falar em substituir Renato Russo. Eles garantem que isso não é um “retorno da banda” como preconiza a mídia sensacionalista, mas apenas um reencontro com o público.

Ironia do destino, os novos shows tendem a ser melhores, tecnicamente, em comparação às produções da Legião dos anos 90. Apesar da ausência da figura cativante de Renato Russo, os shows prometem atrair uma grande massa de fãs órfãos.

O repertório apresentado foi o seguinte:

1 – Tempo perdido (com André Gonzáles)
2 – Quase sem querer (com Sebastian Teysera)
3 – Eu sei (com Toni Platão)
4 – Pais e filhos (instrumental, cantada pelo público)
5 – Ainda é cedo (com Herbert Viana)
6 – Será (com Juan Casanova)
7 – Geração Coca-Cola (com Philippe Seabra)
8 – Que país é este? (com Loro Jones)

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Festival Música do Mundo

Setembro 11, 2009

Festival na cidade mineira de Três Pontas relembra “Woodstock brasileira” de 1977

(Postado por Dr. Zappia)

mundo

Encabeçado por Milton Nascimento e Wagner Tiso, o festival Música do Mundo vai reunir diversas atrações nos dias 10 a 13 de setembro de 2009, em Três Pontas, Minas Gerais.

Segundo Milton, a ideia do festival partiu de uma revista americana (sem citar nomes) que teria selecionado grandes expoentes da música de acordo com diversas regiões. E é claro que para Minas Gerais o nome não poderia ser outro.

O principal apelo do festival é lembrar o evento de 1977, que reuniu centenas de pessoas nos arredores de Três Pontas para o que ficou conhecido como a “Woodstock brasileira” ou “Woodstock mineira”, pelo menos. Em plena ditadura, e com divulgação estritamente no boca a boca, Milton e Wagner receberam Chico Buarque, Fafá de Belém, Clementina de Jesus, Francis Hime, Gonzaguinha e Azimut. Tocaram e cantaram, bêbados, para uma platéia jovem, a maioria influenciada pelo movimento hippie. Cantavam a liberdade nas montanhas de Minas Gerais.

Para a versão “remake”, agora sem o background da luta política, teremos as seguintes atrações:

Milton Nascimento, Wagner Tiso, Lenine, Tom Zé, Lô Borges, Ivan Lins, Lokua Kanza, Toninho Horta, Wilson Sideral, e o grupo Änïmä Minas. O festival conta também com workshops de dança, música, apresentação do Conservatório Heitor Villa-Lobos, fanfarras e a Banda Marcial.

Quem quiser conferir outras informações, basta acessar o site do festival: http://www.festivalmusicadomundo.com.br

É isso.

(É, eu sei que o Kee-a já tinha postado a notícia sobre o festival, ta logo abaixo na página, mas ele fez mal e porcamente, confiram)

Kee-a: Bla-bla-bla!

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A música de 180 milhões de dólares

Agosto 25, 2009

vídeo clipe de Dave Caroll colocado no youtube provoca queda de 10% nas ações da United Airlines

(postado por Dr. Zappia)

Dave CarollO músico canadense Dave Caroll passou por uma daquelas situações onde o consumidor se sente impotente e fraco.

Dave estava viajando pela United Airlines e, no momento da conexão, notou que os funcionários da empresa jogavam suas bagagens sem o mínimo cuidado. O desrespeito com seus pertences virou uma reclamação quando Dave descobriu que haviam quebrado seu violão Taylor de 3 mil dólares.

Após meses de apelos frustrados, Dave desistiu de tentar ser indenizado pela United Airlines – “Mas, como sou músico, percebi que minhas opções não estavam esgotadas” – disse o cantor.

E foi nesse contexto que Dave compôs a música “United brakes guitars” (United quebra violões), gravou o vídeo clip e o disponibilizou no YouTube (Assista no final deste post).

O vídeo, em pouco tempo, se tornou uma febre na internet. A música, com um apelo humorístico, ganhou o apoio massivo do público e, até o momento, já obteve mais de 5 milhões de acessos. Resultado: a propaganda ruim fez as ações da United despencarem, oscilando perto dos 10% negativos. Avalia-se que a perda da empresa já chega aos 180 milhões de dólares, dinheiro suficiente para comprar mais de 51 mil violões. (fonte: Times on-line)

De acordo com o artista, a United já o procurou para fazer um novo acordo, contudo, agora é ele que não quer negociar com a empresa. Para o desespero da United, o vídeo continua no ar, ganhando mais acessos todos os dias e espalhando o “slogan” não planejado: “A United quebra violões”, título da música que vem subindo as escadarias do iTunes.

Se existe uma lição para a empresa nessa história, com certeza é a de que as reclamações dos consumidores devem ser levadas a sério, e que uma música serve para (além de vender discos) expressar sentimentos, fazer protesto e, no caso, fazer também Justiça.

Dave ainda aproveita o “efeito colateral” e lança sua carreira no conhecimento e nas graças do público. Suas músicas nunca foram tão procuradas e seu site tão acessado. Confira em http://www.davecarrollmusic.com/

É isso.

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O Teatro Mágico e a composição via Twitter

Agosto 6, 2009

Fernando Anitelli usa o Twitter para escrever letra de música em conjunto com os fãs

(postado por Dr. Zappia)

teatro mágicoNos últimos dias, quem acompanha o grupo Teatro Mágico pelo Twitter (@oteatromagico e @fanitelli) teve a oportunidade de presenciar a composição ao vivo e on-line de uma nova música , cuja letra faz referência às coisas que perdemos sem perceber.

Com a ajuda dos fãs – que twitavam as sugestões de palavras e versos, o cantor e compositor Fernando Anitelli pode exercitar o seu conhecido talento de uma forma totalmente nova e em total consonância com o modus operandi da banda, que tem na internet  e nos fãs as suas mais valiosas armas.

Segundo o Twitter do artista, a “parlenda jucachaviana anitellistica” já está saindo do forno e, em breve, estará disponível para conferirmos o resultado da empreitada.

Pra quem não conhece o trabalho dos caras, vale a pena conferir em www.oteatromagico.mus.br, música independente e cheia de ideologia, ou seja, da melhor espécie.

Quem desejar, pode seguir o Dr. Zappia (que mandou seus palpites na esperança de contribuir com a letra) também no twitter no http://twitter.com/julianozappia.

É isso.

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(2009) Franz Ferdinand – Tonight: Franz Ferdinand

Agosto 5, 2009

Notas:

Dr. Zappia [ 8,0 ] Kee-a [ 8,5 ] Rogues [ x ]

Dr. Zappia: Lançamento de 2009 do quarteto indie de Glasgow que aderiu de vez ao som comercial, por paradoxal que pareça. Mas enfim, Tonight: Franz Ferdinand soa 2009. A banda traz essa tendência, que eu acho bem bacana, de incorporar elementos eletrônicos novos ao rock (novos, pow! Não estou falando de sintetizadores) especialmente nesse estilo que se convencionou chamar de indie rock e que não tem mais nada de indie.

Ouvindo aqui, percebi que o disco tem aqueles momentos que não agradam tanto, mas são raros. Já a música que abre o repertório (Ulysses) é empolgante, e tem cara, estilo, cheiro de Franz Ferdinand. Além dessas, vale destacar as faixas No You Girls e Lucid Dreams, essa última que é a festa da uva de Andradas, por conta da mistura de estilos musicais que funciona tão bem com essa banda.

Kee-a: Tonight: Franz Ferdinand é um belo CD de superação da “Zica do Segundo Álbum”. Depois do fodíssimo 1º CD, onde é difícil citar uma música que não seja de “muito boa” pra cima, fomos agraciado com um segundo CD bom, mas que pelo excesso de experimentalismo é bem difícil de mastigar. Felizmente “Tonight” consegue ser ainda experimental, mas muito agradável de ouvir. Canções como “Lucid Dreams” que parece nos fazer uma brainwash, “Turn It On” que soa bem “yeah yeah yeah, uhu!”, “Ulysses” a pop da vez, e “What She Came For” que gruda, tornam o álbum digno do próprio nome da banda. Recomendado fortemente aos seus tímpanos!

Rogues:

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Movimento Música Para Baixar (MPB)

Julho 14, 2009

Novos tempos necessitam de novos valores

(postado por Dr. Zappia)

Como eu disse, sou um grande defensor da música independente. Conheço a dificuldade dos verdadeiros artistas, de enorme talento, que não conseguem sequer sobreviver com seus pequenos shows, apresentações em bares e alguns festivais, principalmente pela falta de espaço que o artista “não comercial” possui. E essa “falta de espaço” não é absoluta – pois não há limites objetivos para a criação musical – ela é causada pelo esmagamento que o mercado da música exerce sobre esse universo, tentando e usando de todas as forças para ocupá-lo o máximo possível.

A criminalização dos downloads de música na internet é fruto dessa hegemonia. Quem fatura bilhões com a produção artística alheia não quer faturar milhões.  Essa chamada pirataria é uma invenção, uma piada de mal gosto, e convenceram você de que baixar uma mp3 do seu artista favorito é um crime contra ele. Crime? Porque você “deixou” de comprar o CD original? E quem não tinha a intenção de comprar de qualquer forma? Que cálculo bizarro de “prejuízo” é esse e que prejuízo enorme é esse que, mesmo em meio a uma gigantesca crise econômica mundial, as gravadoras não registram nenhum pedido de falência ou mesmo demitem funcionários? Queda de receita? A indústria das máquinas de escrever também sofreu bastante com a invenção do computador. Novos tempos exigem novos valores.

Deixando o lado financeiro de lado e partindo do ponto de vista do autor (músico compositor/intérprete), que mal pode lhe causar a divulgação gratuita e sincera de seu trabalho? Foi somente através da internet e dos “piratas” que grandes bandas como Arctic Monkeys e O Teatro Mágico (pra citar um nacional) chegaram ao conhecimento do público e tiveram suas portas abertas. E é interessante perceber que essas bandas sem rótulo têm qualidade, e que qualidade!

Mais do que música, há no cenário independente um verdadeiro movimento, exigindo as mudanças tão temidas pela turma partidária do eterno status quo.

É neste contexto que vários artistas (Leoni, a trupe do Teatro Mágico, Zélia Duncan, Roger do Ultraje a Rigor e outros) lançaram um manifesto na net, através do site do Movimento Música Para Baixar (MPB) que propõe a discussão dessas questões e, ao invés de tentar combater a internet, criar mecanismos para conviver com a inovação.

Assim, se VOSSA SENHORIA se sensibiliza com os anseios de um grupo, junte-se às vozes que ecoam pelos quatro cantos da internet e assine digitalmente a petição do manifesto no link abaixo:

http://www.petitiononline.com/mpb/petition.html

É isso.