Notas
Kee-a [ 9,5 ] Dr. Zappia [ 10 ] Rogues [ x ]
Kee-a: Falar de Kurt Cobain está muito na moda ultimamente. E existe algum motivo especial pra isso, fora o aniversário de sua morte? Sim, existe. Como bem definiu a revista Rolling Stone certa vez, Kurt Cobain é talvez o último grande herói do rock que este mundo (e o show business) conheceu. O álbum que será analizado aqui é algo quase intocável. Seria o “My Precious” de muita gente. E com toda certeza é uma obra prima.
“Nevermind” foi o responsável pela explosão do Nirvana por todo o mundo, ressurgindo inclusive o rock de manifestação de pensamento (e protesto) através da música. O movimento grunge que provavelmente nunca sairia de Seattle ganhou força não só na América mas em países que certamente nunca um som parecido com esse seria produzido (não por falta de capacidade, lógico, mas por questões culturais).
O álbum conta com um repertório fino. Difícil até citar hits do álbum, uma vez que praticamente o CD inteiro se tornou um hit. Certamente que “Smells Like Teen Spirit” e “Come as You Are” se tornaram aqueles exemplos de músicas que tanto tocaram que chegam até a irritar, algo como o “Fenômeno Ana Júlia”, mas obviamente, em escalas diferentes. Um pecado é que a desconcertante “Endless Nameless” (faixa oculta) não esteja presente em todas as versões do trabalho.
Letras subjetivas e ambíguas, melodias sempre simples e marcantes, com distorções e microfonias sempre presentes. Aliás, talvez seja pelo não exagero destas últimas que fãs e críticos mais chatos costumam torcer um pouco o nariz para este álbum.
Certamente, Nervermind foi um dos melhores CDs da história. Embora, em minha opinião pessoal, o álbum “In Utero”, que já foi analisado pelo Tímpanos, seja ainda melhor e mais a cara da banda.
Dr. Zappia: Ok. Todo mundo conhece o Nevermind – pelo menos qualquer ser inteligente que tenha vivido no planeta Terra nos últimos 18 anos. Os 4 acordes de Smells Like fazem qualquer público delirar de satisfação e a linha de baixo de Come as you are é o pote de ouro dos aprendizes de violão. No mais, parece que o Kee-a quer a análise só pra ele. Faz uma monografia sobre o disco então. Ah, ia esquecendo já: é nota 10 mesmo.


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